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Samambaia

Samambaia tem mais creches em todo DF, mas tem receio dos pais em matricular

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Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O acesso de vagas nas creches é uma situação enfrentada nacionalmente. Em todo o país, 20% das crianças até três anos de idade não frequentam a creche por alguma dificuldade de acesso ao serviço, de acordo com pesquisa da organização Todos pela Educação (TPE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tal situação também afeta o Distrito Federal e a cidade de Samambaia.

No mesmo estudo, foi apontada que a tendência da opção dos pais de não incluir crianças nas instituições fazem parte de 40% deste público. “A gente ver muitos casos de agressões e maus tratos em creches, e temos medo de que isso possa acontecer”, justifica Eduarda Siqueira, mãe da pequena Sophia, de apenas um ano de idade.

“A minha mãe trabalha em creche, então eu tenho uma ideia de como é o funcionamento. Mas, por uma opção de segurança e de querer acompanhar o desenvolvimento de perto, eu e o pai dela optamos por não colocar em creche tão cedo”, diz. Esta conduta é parelha à escolha contrária segundo o estudo citado, uma vez que os demais 40% das pequenas crianças frequentam instituições de educação, independente de condições financeiras ou estruturais.

A diferença social entre os próprios colegas de sala, mesmo em curta idade, é algo que mede as atenções entre tutores e responsáveis. “O cuidado em casa e na creche é muito diferente: na creche pública, por exemplo, eles não aceitam que levem itens pessoais do bebê porque outras crianças podem se sentir inferiores”, descreve Eduarda.

Diferença ampla para o restante de Brasília

Segundo o site da Secretaria de Educação do Distrito Federal, Samambaia conta com 29 creches na rede pública. Delas, 17 estão na parte Norte e as demais 12 na parte Sul. A região administrativa é, disparadamente, a que mais unidades tem em toda a capital. Para que se tenha ideia, a segunda RA no quesito é o Plano Piloto, com dez creches a menos.

Apesar da amplitude de serviço disponível em uma cidade com mais de 230 mil habitantes, também se pode notar exemplos e reflexos nacionais, não sendo um ponto fora da curva. A reportagem buscou a pasta da Educação, mas não obteve resposta até a conclusão desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.