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Resgatada jovem de 18 anos que ficou presa em cárcere privado por quatro meses no DF

Advogado se manifesta.

Df-290 Foto: Google/Reprodução
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Foi divulgado ontem, segunda-feira, dia 7 de janeiro, o resgate de uma jovem, de 18 anos, que era mantida em cativeiro por quatro meses em uma chácara localizada no Gama- DF.

O resgate aconteceu em dezembro de 2018, mas só foi divulgado ontem, segunda-feira, dia 7 /1.

Vítima era mantida em cárcere privado por uma líder espiritual, de 64 anos, da Igreja Adventista Remanescente de Laodicéia. Ela afirmava que a jovem “estava endemoniada” e que precisava estudar a bíblia. No local, a moça também era obrigada a fazer os serviços domésticas.

A jovem, de 18 anos, já havia tentado fugir antes, mas logo foi achada  no mato.  O caso só foi descoberto porque a vítima conseguiu pegar o celular da líder religiosa, enquanto a mesma dormia, e enviou mensagens de texto com pedidos de ajuda a antigos membros da comunidade.

A casa em que a jovem era mantida, tinha três quartos e vivia fechada. As janelas eram cercadas por grades e a dona do imóvel ficava fora o dia inteiro. Ela trancava tudo e levava todas as chaves.

A líder religiosa foi presa ainda em dezembro, logo após o resgate da vítima, mas conseguiu a liberdade provisória. Ela vai responder em liberdade pelo crime de cárcere privado.

O advogado da líder espiritual, da igreja Adventista Remanescente de Laodiceia, se manifestou sobre o caso e negou que a vítima resgatada pela Polícia Civil estivesse “presa e endemoniada”.

“Quando os agentes chegaram no local, dentro da casa da Ana (líder religiosa), a garota estava com outras pessoas. Ela foi para orar.”

Segundo Rolland Carvalho, a líder religiosa, Ana, era considerada uma pessoa carismática, respeitada como uma mãe pelos frequentadores da Igreja, ressalta ainda, que as portas da casa “nunca foram trancadas”, e que é “comum que fieis vão até o local”.

“Nunca houve impedimento algum sobre o direito de nenhum fiel da igreja ir e vir.”

A Associação das Igrejas Adventistas afirma que a instituição onde a jovem foi mantida presa, “não tem vínculo com a Igreja Adventista do Sétimo Dia”.

Ativa FM- com informações do G1

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