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Casal que matou e esquartejou vigilante em Samambaia é condenado a mais de 20 anos de prisão

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O Tribunal do Júri de Samambaia, no Distrito Federal, condenou o casal acusado de matar e esquartejar o vigilante Marcos Aurélio Rodrigues de Almeida, de 32 anos. Partes do corpo da vítima foram encontradas dentro de um bueiro, em novembro de 2019.

A condenação é de 12 de fevereiro e só foi divulgada na última quinta-feira (18). A decisão atribui aos réus Giovane Michael Cardoso Alves e Rutiele Pereira Bersan os crimes de destruição e ocultação do corpo de Marcos. O G1 tenta contato com a defesa dos sentenciados.

O homem recebeu pena de 22 anos e 3 meses de reclusão, além de seis meses de detenção. A mulher foi sentenciada a 29 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado. Rutiele é ex-companheira de Marcos, segundo a investigação da Polícia Civil. A vítima desapareceu após ir à casa dela, onde teria sido sedada com medicamentos.

Em seguida, a mulher e Giovane mataram o vigilante e espalharam partes do corpo em diferentes localidades de Samambaia. Julgamento Durante o júri, a defesa de Giovane argumentou pela redução da pena, com base na confissão espontânea do crime de homicídio e pediu ainda o afastamento das qualificadoras de motivo torpe e dissimulação, além da autoria do crime de fraude processual – o que foi negado.

No caso de Rutiele, os defensores sustentaram que ela não participou do crime e pediram afastamento das qualificadoras de motivo torpe e meio cruel. Além disso, solicitaram a redução da pena, o que não foi atendido. Em contrapartida, o conselho de sentença reconheceu, por maioria, a “materialidade dos fatos, a autoria e participação de cada um dos réus nos crimes, os condenou, reconheceu as qualificadoras apresentadas pelo MPDFT e afastou o privilégio requerido pela ré”.

A magistrada considerou que os crimes “superam as comuns ao tipo penal, na medida em que a irmã e a mãe da vítima passaram a realizar tratamento psicológico em razão da severidade do fato, não havendo dúvidas de que o modo de execução do delito e a própria subtração do direito da família de velar o corpo por inteiro, certamente, contribuíram para o agravamento do quadro de saúde de ambas”.

Relembre o caso

Em 11 de novembro de 2019, após uma denúncia anônima, a Polícia Civil (PCDF) encontrou partes do corpo de Marcos Aurélio esquartejado dentro de um bueiro, na QR 327, em Samambaia, próximo a um terminal de ônibus da região.

FONTE : G1

o autorKésia Paos
Coordenadora de Jornalismo Local
Jornalista da rádio Ativa FM
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