Saúde

Exposição fotográfica mostra resgate da qualidade de vida de transplantados

Atividade integra o Setembro Verde, mês de conscientização sobre doação de órgãos

Vistos

Moradores de todo o Distrito Federal têm até esta sexta-feira (27) para visitar uma mostra fotográfica organizada pela Secretaria de Saúde para sensibilizar sobre o Setembro Verde, período destinado à doação de órgãos. Aberta ao público na galeria de artes do Pátio Brasil Shopping, das 10h às 22h é possível contemplar imagens que ilustram o antes e depois do transplante, expondo o resgate da qualidade de vida dessas pessoas.

É a primeira vez que essa atividade cultural faz parte da programação do Setembro Verde, produzida pela Central Estadual de Transplantes (CET). Este mês, o setor já realizou cerca de 40 palestras e atividades culturais para destacar a importância da doação de órgãos.

“Quem visitar a mostra fotográfica sairá do imaginário popular sobre o que é a doação de órgãos, visualizando e conhecendo, de perto, a vida de um receptor”, destaca o enfermeiro e gestor do Núcleo de Distribuição de Órgãos e Tecidos da CET, Anderson Galante.

Beber água, mergulhar, caminhar, brincar com os filhos, praticar esportes parecem coisas simples, mas para os que aguardam a doação de um órgão são situações difíceis e, muitas vezes, impossíveis.

“Devolver vida e movimento a quem recebe um órgão é um gesto sublime de amor e desprendimento da família que doa, que faz de um momento de despedida e separação do seu ente querido a continuidade da vida de quem está em um leito de hospital ou em uma cadeira de rodas”, ressalta Anderson Galante.

O acervo conta com fotos pessoais, cedidas pelos receptores de órgãos, com imagens mostrando as limitações vividas antes do transplante, e registros de depois, evidenciando a superação, a independência, a autonomia e a nova vida dos transplantados.

Um dos expositores, o jornalista Tiago Damásio (32), tornou-se diabético aos oito anos. Com o passar do tempo, o problema se agravou, culminando na paralisação dos rins e na dependência da hemodiálise. Em 2018, ele passou por um transplante duplo (pâncreas e rim), que trouxe a cura do diabetes e o fim das sessões de hemodiálise.

“É preciso que as pessoas conversem em família sobre a doação de órgãos. O ato de doar, após perder um ente querido, vai além da generosidade, envolve compaixão e a consciência de que os órgãos podem salvar outras pessoas, como aconteceu comigo”, destaca Tiago.

PROGRAMAÇÃO – Em 27 de setembro, Dia Nacional de doação de Órgãos, acontecerá, na praça central do shopping, um talk show, às 18h, com Tiago Damásio, receptor de pâncreas-rim, mediado por Vinícius Sassime, jornalista da Revista Época e de O Globo; e um show musical de Davi Ramiro, marcando o encerramento das atividades do Setembro Verde.

DOADOR – No Brasil, a doação de órgãos só acontece após a autorização da família. Quem quiser doar órgãos precisa avisar a família sobre o seu desejo e deixar claro que os familiares devem autorizar a doação de órgãos. Ainda é elevado o índice de não autorização por parte das famílias.

Para se ter ideia, seria possível zerar a fila das pessoas que esperam por um órgão compatível se as famílias de todos os possíveis doadores concordassem com o ato. Hoje, de acordo com dados do Ministério da Saúde, 43% dessas famílias ainda se negam a doar.

o autorKésia Paos
Coordenadora de Jornalismo Local
Jornalista da rádio Ativa FM
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