Cultura

Conheça o novo talento Pop de Samambaia

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Por José Neto com supervisão de Késia Paos

Outro dia deixei a playlist rolando no You Tube e do nada me deparo com um som incrível, o nome da música é “Danado”. Um rapaz com uma voz potente, que fiz questão de conhecê-lo e conhecer um pouco mais de sua carreira. Com apenas 25 anos e um talento nato, o cantor Wander Vi bateu um papo comigo e contou um pouco de sua história musical que está apenas no início, mas promete abalar o mundo Pop. Conheçam agora um pouco mais sobre o dono da voz de “Danado”, um artista de Samambaia/DF.

Sempre sonhou em ser famoso e fazer sucesso, Wander Vi?

Eu sempre fui encantado pelas performances. Lembro-me como se fosse hoje. Desde criança eu assistia aos vídeos do Michel Jackson e até as pecinhas de teatro que tinha na escola me encantava. Minha mãe gostava muito de assistir os DVDs da Banda Calypso.

Ver aqueles artistas “performando“ no palco me deixava com coração acelerado. Eu queria está ali fazendo todo aquele trabalho. A fama é decorrente do seu trabalho, não existe fama gratuita, a fama te aproxima do público, e é um “dispositivo” a mais para divulgar o seu trabalho. Porque quando se é famoso você tem uma divulgação maior.

Seu primeiro EP tem sete músicas e o carro chefe é “Danado”, a primeira canção a ganhar videoclipe. Fale-me um pouco sobre essa música?

Danado foi à primeira música que lancei, mas ela não é a primeira do EP Status. É um alívio para o álbum. Todas as músicas têm um peso político, filosófico, porque todas elas são pensadas e profundas, não que Danado seja uma música superficial. Se você prestar bastante atenção, consegue ver um “Q” filosófico também. Só que eu a fiz para ser a fofinha do álbum, a musiquinha de balada, a mais levinha, a mais bem humorada, tanto que começo ela era como uma gargalhadinha. Trás a história de um eu-lírico, que fala sobre si, dentro de um contexto de festa, no qual ele tem um poder sobre as pessoas, que é o que dá o status dele de “Danado”.

Esse poder que ele emana é a dança na verdade, estou me colocado aí também, porque sou ator, cantor e dançarino. Eu quis colocar um pedacinho de mim no álbum. E “Danado” vem justamente para isso, para ser esse alívio. Por isso é a primeira. Quero chamar a atenção dos fãs com a música e o clipe. O público pode perceber que sou bem humorado, tanto que o clipe é meio zuadinho. Não é aquela mega produção, é apenas eu e as minhas amigas cantando e dançando na cidade de Ceilândia. Momento em que eu tenho muito orgulho e  paixão.

Wander Vi, quais são suas referências na música? Algum artista te inspira bastante?

Eu tomo basicamente tudo como referência, cada música que eu ouço, mesmo eu não gostando da letra. O meu referencial positivo, que é aquilo que eu trago para as minhas músicas, eu tenho vários exemplos, como as deusas do Pop: Lady Gaga, Madonna, Rihanna e principalmente a Beyoncé. Tem também The Weekend, Ed Sheeran, que são grandes nomes no mundo Pop. Mas o meu principal referencial na vida e na música, sem dúvida, é a Queen Bey. Eu penso muito nela em relação a minha arte, tudo que ela já fez no mundo artístico eu quero fazer também.

Alguns artistas utilizam de situações que passaram na vida para lançar uma canção. Cada música que o EP Status trás, deixa um recado. Já passou por alguma situação descrita nas letras?

Eu vivi muitas das coisas que escrevi nas músicas. Eu vou destacar duas músicas que são as mais profundas e as que embalam as questões de realidade que estão intrínsecas. São elas: “Não Dá” e “Vida Eterna”. “Não Dá” trás um eu-lírico que fala da sua dor perante a opressão da sociedade em relação ao o amor que ele sente por outra pessoa do mesmo sexo, para onde ele direciona a atração física, mental e sensorial.

Eu já passei muito preconceito por ser homossexual. As pessoas te olham diferente quando você assume e acabei perdendo alguns amigos. Eu queria colocar a realidade de todos que sofrem preconceito, por ser diferente desse padrão imposto pela a sociedade. Aa música “Não Dá” fala exatamente isso.

“Vida Eterna” é um grito de guerra meu (rsrs). É justamente ela que está ali costurada com a “Não Dá”. Essa música fala da disposição do ser em se libertar, mesmo diante da morte a voz dele vai ser ouvida. É o poder de fala aonde as pessoas podem ser quem elas quiserem. Eu sinto que eu sou assim, eu vou ser ouvido, eu vivi isso.

Nesse pouco tempo de carreira, Wander Vi, já sofreu preconceito por ser negro, gay e por vir da periferia?   

Desde que eu entrei para as artes eu sinto que sou bem aceito. Nunca encontrei nenhum artista que me discriminasse por ser negro, gay e por vir da periferia. Desde a minha primeira peça, desde o meu primeiro contato com o palco, eu não passei por nenhum preconceito do meio artístico. Já sofri preconceito da sociedade em geral que fala mal da sua cor, da sua orientação sexual, até aquelas brincadeirinhas sobre a nossa “quebrada” (rsrs). Eu acredito que as pessoas tem que ter mais respeito pelo o próximo.

A cidade de Ceilândia teve alguma influência no seu estilo musical?

Eu tenho muito orgulho da Ceilândia, nasci, cresci, passei a minha adolescência toda lá. Mudei há pouco tempo, mas já passei por poucas e boas por lá (rsrs). Mesmo assim amo de paixão aquela cidade. Sem dúvida a cidade tem total influência em tudo que vivi. Trago a Ceilândia nas minhas músicas. Em “Vida Eterna”, por exemplo, tem umas pegadas com Rap, Hip Hop, que mostra justamente essa parte mais Ceilândia. Eu tenho uma paixão imensa por aquela cidade.

Em quais plataformas digitais o seu EP está disponível?

O EP completo está disponível no Palco MP3, que é uma plataforma de divulgação de novos artistas da música brasileira. É totalmente gratuito, podem assistir também no You Tube, só pesquisar por Wander Vi e curtir bastante o som.

o autorKésia Paos
Coordenadora de Jornalismo Local
Jornalista da rádio Ativa FM

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