Política

Fundado em Samambaia o Instituto Homem, para defender acusados pela Lei Maria da Penha

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Fonte: Diário do Centro do Mundo

Os letreiros da farmácia e do estúdio de tatuagem na frente da estação Furnas do metrô em Samambaia, a 25 quilômetros de Brasília, estão cobertos por poeira vermelha. Mas há uma placa tinindo de nova na praça da cidade-satélite: nela, há o desenho de duas famílias, cada uma formada por um bonequinho simbolizando um homem, outro de vestidinho e duas crianças.

O outdoor avisa o que vai funcionar ali: “Instituto Homem – Na Luta Pela Igualdade de Direitos”. O Instituto Homem, que está prestes a ser inaugurado, é uma associação criada para ajudar homens que foram acusados de violência doméstica e familiar contra a mulher e, portanto, enquadrados na Lei Maria da Penha.

“Hoje, essa lei está prejudicando toda a família”, diz Luiz Gonzaga de Lira, que criou o instituto. “Como o homem ainda é considerado o chefe da família, e está desorientado e frágil, a família está se acabando. Tive a ideia de ter um grupo de psicólogos e de advogados para esses homens. Se o homem está bem, a família pode seguir junta”, afirma Lugon, como é conhecido. Ele tem 63 anos, define-se profissionalmente como investidor, veste roupas de marca, usa corrente de prata e dirige um carro SUV. Em 2014 concorreu a deputado distrital pelo PRTB e teve 75 votos, ou 0,0% do total. Também já trabalhou com pecuária e negociou imóveis.

O rendimento dos investimentos permitiu que se dedicasse ao Instituto Homem, com o qual diz não querer ganhar dinheiro. “É uma ideia excelente. É um momento único. Estou empolgado com isso, quero arranjar uma turma à altura.” Para isso, colocou anúncios em jornais como o Correio Braziliense. O texto convoca “advogados sênior com bastante conhecimento e histórico de sucesso nas ações, na área de família e criminal”.

Não há salário, avisa o anúncio: “Nos primeiros meses, [atuarão] como voluntários”. Ele já conversou com alguns “companheiros”, como os chama, mas não oficializou a entrada de nenhum voluntário. “Na semana que vem já devo ter tudo pronto.” Lugon afirma não ter dinheiro para pagar salários, em um primeiro momento. “Estou tirando tudo do meu bolso. É por isso que está demorando mais do que deveria.”

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