Saúde

Carteira para autista vai ajudar o GDF a conhecer este público

Documento vai reforçar o acolhimento na rede de serviços já existente. A validade do título será de cinco anos

Foto: Agência Brasília Setembro Azul
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Acesso prioritário aos serviços públicos e privados é uma conquista que as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) terão com a emissão da carteira do autista. A lei foi sancionada, em julho, pelo governador Ibaneis Rocha e, nesta segunda-feira (14), foi regulamentada pelo decreto nº 41.184 e publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). O documento terá validade de cinco anos e vai ajudar o governo local e federal a conhecer melhor o público e, assim, propor políticas públicas específicas.

O documento será parecido com uma identidade, mas terá informações adicionais. Foto, nome completo, filiação, local e data de nascimento, RG, CPF, tipo sanguíneo, endereço residencial completo e número de telefone deverão constar.ira. Também será necessário identificar o responsável legal ou cuidador com nome completo, documento de identificação, endereço residencial, telefone e e-mail.

Para a secretária da Pessoa com Deficiência, Rosinha da Adefal, a carteira vai servir também como um grande banco de dados, na formulação de políticas públicas específicas para essas pessoas. “Não sabemos quantificar quantos autistas temos no país e no DF. Com a carteira, vamos identificar a quantidade e em quais regiões eles moram. Desta forma, podemos articular ações nas áreas da saúde, educação, assistência social, entre outras”, garante.

Para a presidente interina do instituto Você Nunca Andará Sozinho, Lubna Fontoura, 27 anos, a regulamentação da lei que concede a carteira do autista também é uma forma de conscientizar a população sobre a necessidade de dar atenção especial para essas pessoas. “O autismo é invisível porque, geralmente, não há uma característica física. Essa é uma luta de anos e uma conquista muito grande para eles e seus familiares. Com o documento, as pessoas terão mais sensibilidade e respeito com eles”, ressalta.

Pai de um rapaz autista de 22 anos, Fernando Cota, 52 anos, concorda com Lubna. Diretor-presidente do Movimento Orgulho Autista, ele relata dificuldades do dia a dia. “Por falta de informação da população, uma simples ação diária se torna burocrática. É preciso andar com o laudo para que as pessoas aceitem que você tem direito à vaga de carro ou prioridade em algum atendimento”, lembra. “Ficamos muito felizes com essa lei. Vai facilitar muito a vida de todas as pessoas que vivem essa realidade”, comemora.

 

Fonte: Agência Brasília

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